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Ferramentas digitais podem contribuir para a economia de defensivos agrícolas

Atualizado: 21 de jul. de 2023

A alta dos preços dos insumos agrícolas é uma realidade para os produtores de todas as regiões do país. Inúmeras são as razões para esse cenário, entre elas a instabilidade geopolítica causada pelos confrontos armados na Europa e pelos recorrentes casos de surtos de coronavírus por todo o mundo.


Os inseticidas são um dos insumos que sofreram fortes altas nos preços. Nas principais culturas agrícolas do Brasil, esse defensivo representa uma parcela significativa dos custos de produção. Em cana-de-açúcar, pouco menos de 5% dos gastos totais de implantação e manutenção da lavoura são com inseticidas; em soja e milho, os custos com esse insumo e aplicações são da ordem de 7-8% dos gastos totais. Já em algodão, os inseticidas correspondem a aproximadamente 20% dos gastos.


Assim, diante dessas incertezas, resta aos produtores otimizarem ao máximo seus recursos. E essa é uma das principais vantagens da utilização de ferramentas de Agricultura Digital em sua lavoura.

O termo Agricultura Digital (AD) está fortemente conectado aos termos Agricultura de Precisão, Agricultura 4.0 ou, do inglês, Smart Farming. Esses termos correspondem a tecnologias e ferramentas empregadas buscando aumento na produtividade e maior sustentabilidade na produção agrícola.


A aplicação da Agricultura Digital depende da implementação de ferramentas de coleta de dados, que podem acelerar e aprimorar as decisões de práticas agronômicas. Além dessas, são necessárias ferramentas de transferência de dados e gestão da informação e, de máquinas que sejam capazes de aplicar a campo as recomendações geradas e baseadas em dados.


Nos dias de hoje, a coleta de dados que refletem a saúde da lavoura é feita, principalmente, com técnicas de sensoriamento remoto espectral. Essa tecnologia é baseada na reflectância das plantas, ou seja, os sensores captam a energia que é refletida pelas plantas e, assim, é possível identificar zonas na lavoura com maior ou menor sanidade.


Um exemplo muito comum dessa tecnologia são os mapas de índices vegetativos, especialmente os mapas de NDVI (índice vegetativo de diferença normalizada). Esse mapa é confeccionado com informações espectrais, ou seja, a quantidade de energia solar refletida pelas plantas que são coletadas na região da luz vermelha (visível aos nossos olhos) e da luz infravermelha (invisível aos nossos olhos). Esse índice está relacionado diretamente à quantidade e ao vigor da vegetação presente na imagem. Ainda, podem ser feitas relações indiretas entre esse índice e a presença de problemas na lavoura, como pragas e doenças, para auxiliar no monitoramento fitossanitário.

NDVI Farmbox
 

Com a correta identificação das áreas da lavoura que apresentam problemas sanitários, a próxima etapa é a criação das zonas de manejo. Assim, será possível delimitar as regiões da lavoura que necessitam de intervenções e variar as taxas de aplicação dos defensivos. 

Além da utilização da tecnologia de sensoriamento remoto, existem maneiras mais simples de se manejar pragas com precisão, gerando economia.


Um exemplo é um estudo desenvolvido pela EMBRAPA e a cooperativa COCAMAR, no estado do Paraná, no qual foram comparados três sistemas de manejo de pragas: um seguindo o manejo “convencional” baseado em aplicações em datas definidas previamente, outro baseado em monitoramentos semanais da população de pragas e aplicações em área total quando os níveis de controle fossem atingidos e, por fim, um sistema baseado no monitoramento georreferenciado de pragas com aplicações localizadas. A tecnologia, portanto, estava baseada na utilização de aparelhos de geolocalização no momento da amostragem e na confecção de mapas de aplicação. Os resultados foram promissores e indicaram uma economia da ordem de 45% na utilização de inseticidas quando foram realizadas intervenções localizadas. 


Aplicações localizadas com farmbox
 

Fica evidente, portanto, que a utilização de ferramentas digitais na agricultura contribui para a otimização de recursos, resultando em economia para o produtor e maior sustentabilidade na produção. Por essas e outras razões, tais ferramentas já são uma realidade em diversas lavouras e serão ainda mais utilizadas no futuro.

 

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